Perguntas Frequentes
1. Desde 1976, ano das primeiras
autárquicas, o PCP esteve 25 anos no poder e o PS 8. Qual o balanço do
desenvolvimento do Concelho de Coruche? E do último mandato do Partido
Socialista?
Pensamos que nestes últimos 35 anos se perderam
oportunidades únicas de desenvolvimento, estamos muito aquém do
necessário e até muito atrasados em relação aos indicadores de
desenvolvimento da OCDE e da União Europeia.
Nos 25 anos em que o
PCP governou, os anos passaram e Coruche ficou esquecida, enquanto
outras localidades aproveitaram os benefícios da UE, que o próprio
Estado ofereceu para desenvolvimento. Para além de não ter existido
qualquer planeamento estratégico, as suas obras chegaram tarde, dando
inclusive oportunidade ao PS de as apresentar como suas. O PS adoptou
uma postura diferente, mas sem qualquer planeamento ou organização
estratégica. O mau planeamento e desenvolvimento de projectos são a sua
bandeira, que afectando gravemente o equilíbrio financeiro da Câmara,
governou “à vista” sem pensar verdadeiramente nas pessoas e nas
necessidades de criar as estruturas necessárias para podermos manter o
concelho vivo e atractivo. Continuamos ao fim destas décadas a não ter
saneamento básico em todo o concelho, a ter uma rede viária
absolutamente degradada com graves limitações à mobilidade, passados
todos os quadros económicos europeus, não houve de facto estratégia, no
sector económico, no urbanismo ou na área da educação e do ensino
técnico. Não houve descentralização e autonomia das populações para o
surgimento de pequenas e médias empresas, que colocadas em rede,
evitariam o problema demográfico do nosso concelho.
Nos últimos
anos, perdemos muitas das poucas estruturas operacionais e influentes
na vida da nossa terra, nomeadamente o corpo de Bombeiros e o
Coruchense. Degradamos fortemente a nossa relação com o rio, com
consequências que ainda estão para vir e passamos o tempo entretidos
com festas, propagandas eleitoralistas, sem resolvermos as reais
necessidades das populações, como os centros de dia, lares de idosos, a
criação de estruturas de saúde adequadas e de estruturas de apoio ao
turismo que na realidade não existem.
Coruche precisa urgentemente
de uma mudança de atitude, existem necessidades básicas para a
segurança e qualidade de vida dos Coruchenses que não podem ser adiadas.
2. Pertencer a um executivo
autárquico exige um pensamento estratégico para o futuro do concelho.
Recentemente a CMC contratou uma empresa para delinear as principais
linhas directivas. Qual o vossa concepção (potencialidades e
objectivos), do poderá ser o Concelho de Coruche em 2020?
O
pensamento estratégico e planeamento são a base fundamental de qualquer
Câmara e sem isso qualquer obra e projecto fica à sorte de um futuro
incerto. O facto do actual executivo contratar uma empresa para
desenvolver esse planeamento apenas confirma as convicções de que não
tem condições, nem competências para o desenvolvimento das suas
funções, caso contrário não sentiria a necessidade de, mais uma vez,
esbanjar milhares de euros numa empresa, para fazer o trabalho que lhe
compete.
O MIC tem em curso um projecto estratégico, com o objectivo
de fazer do nosso concelho um ponto de referência nacional. Coruche tem
factores únicos que explorados farão a diferença.
A visão
estratégica para o concelho de Coruche em 2020, exige pensar-se já para
o próximo mandato autárquico que este ano se inicia, devendo ser
planeado essencialmente, com as pessoas e as forças vivas do concelho
ao invés de contratar por valores absolutamente milionários, gabinetes
que vendem projectos mais ou menos similares pelo País inteiro.
Coruche
e os Coruchenses têm a capacidade e o dever de pensar o seu futuro, é
isso que faremos nestes quatro anos com as nossas competências e
especificidades.
Seguramente que o concelho tem de apostar
fortemente na agricultura e na agro-indústria, passando pelos serviços
e pelo turismo, evitando a todo o custo que se torne num dormitório do
aeroporto ou da área metropolitana de Lisboa, apostando na melhoria dos
equipamentos sociais, das estruturas de apoio às pessoas, nas oito
freguesias que compõem o nosso concelho, fazendo uma interligação com
os concelhos limítrofes.
3. Cinco medidas estruturais a desenvolver se forem eleitos.
3.1
– Desenvolver políticas sociais que resolvam os problemas de pessoas e
famílias carenciadas, criando redes de creches e centros de dia, com
medidas de fundo na saúde (a questão do alargamento do horário de
urgências) e criar unidades de saúde de proximidade.
3.2
– Apostar no desenvolvimento da indústria e das pequenas e médias
empresas como factor de estabilidade social e de pleno emprego.
Equilibrar de forma estratégica o município em termos financeiros,
traçando um plano de equilíbrio financeiro e candidatar tudo quanto
seja possível ao QREN, criando um serviço exclusivamente orientado para
esse objectivo.
3.3 – Desenvolver o potencial de turismo
existente no concelho, integrando uma política de ambiente sustentável
e visível, com apoio ao comércio e restauração, com mecanismos de
estímulo à inovação e criação de novas infra-estruturas, desenvolvendo
a marca "Coruche".
3.4 – Recuperação dos centros
históricos de Coruche e das freguesias, realocando serviços, comércio e
habitação nesses espaços, criando pólos de cultura e desporto,
acompanhando a revisão final do Plano Director Municipal que é o
documento estratégico, condicionante da vida das populações.
3.5
– Solucionar os problemas de grande insegurança do Concelho, no
cumprimento da lei, estabelecendo com o Estado um contrato local de
segurança e criando um corpo de Polícia Municipal.
4. Que resultado espera a vossa candidatura atingir nas próximas eleições?
Esperamos
ter uma votação franca, que nos permita influenciar os destinos
governativos de Coruche e das suas freguesias, para proporcionar uma
melhor qualidade de vida aos que vivem e trabalham no concelho.
As
pessoas acreditam que existe alternativa, uma nova postura, não
vinculada a directrizes partidárias, por isso não podem, mais uma vez
ficar em casa, sem exercer o seu direito e dever de votar. Não podemos
continuar a ver os menos preparados tecnicamente, a impedir o adequado
desenvolvimento da nossa terra, o nosso Movimento pretende unir e dar
prioridade aos mais competentes. Não podemos criticar quando nada
fazemos para melhorar, o MIC apresenta-se como o principal candidato
das pessoas que estão inconformadas com a situação do nosso concelho e
que acreditam que Coruche tem um grande potencial.
No dia 11 de Outubro, os Coruchenses, vão sentir-se na necessidade, de serem Independentes.
* Também no Jornal de Coruche, respostas da CDU, PS, PSD e BE.
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