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Destaque

Conferência - Gonçalo Ribeiro Teles (áudio online)

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Quarta, 03 Março 2010 21:39

O MIC na Assembleia Municipal de Fevereiro de 2010

O MIC contribui de forma construtiva para um Concelho melhor!

 

MIC vota contra moção da CDU sobre as Mulheres

O MIC votou contra uma moção sobre o “08 de Março de 1857”, apresentada pela CDU na Assembleia Municipal de 26 de Fevereiro, que fazia referência à discriminação que as mulheres sentem desde há mais de cem anos e à luta de classes, entre outras referências históricas e sociais.
A razão do voto contra, prende-se com “as inúmeras imprecisões e inverdades históricas” veiculadas, pois o que interessava a um determinado sector, era a política das massas e não a melhoria dos direitos da mulheres, sendo que “o que se devia votar, era um voto de pesar pelas centenas de mulheres assassinadas e vítimas de maus tratos e discriminação nos últimos anos e não sobre o que se passou numa fábrica de Nova Iorque há mais de cem anos”, lamentando ainda que “que se faça politica ideológica utilizando as mulheres”, referiu o líder da bancada do MIC, Abel Matos Santos.
Abel Matos Santos, criticou também as quotas de mulheres na política e a imposição da lei da paridade, que considera “humilhante para as mulheres, deixando estas de estar nos lugares por mérito para passarem a estar por favor, subordinadas e inferiorizadas, apenas para os partidos receberem mais dinheiro do Estado”.
 

PDM

O MIC, na sequência de questões colocadas pela bancada da CDU e do MIC, através do seu deputado municipal Gonçalo Ramos Ferreira, sobre a actual situação da revisão do PDM e pegando numa sugestão do Sr. Presidente da Autarquia para se realizar uma Assembleia Municipal (AM) para esse fim, solicitou à Mesa da AM que se agendasse uma sessão só para esse tema, com toda a equipa responsável pelo PDM, no sentido de esclarecer os deputados municipais e toda a população.
 

Voto de Pesar

O MIC iniciou os trabalhos, com uma declaração em que se associou à dor e ao sofrimento do Povo Madeirense, resultado da enorme tragédia, que se abateu sobre aquela parcela do território Nacional, solidarizando-se com o Governo Regional e toda a População, esperando que não falte nenhum apoio à total recuperação da ilha. O MIC haveria ainda de enviar às famílias enlutadas pela perda dos seus entes queridos as mais sentidas condolências, pedindo a Deus que guie a Madeira naquele momento de provação.

Alter Real

Na sequência do desafio lançado pelo Sr. Presidente da Câmara, na última Assembleia Municipal à bancada da CDU, para propor uma solução para o terreno do Montinho do Brito, onde se pensou instalar o estádio do Coruchense, e, da adesão da autarquia à fundação Alter Real, o MIC sugere a criação de uma infra-estrutura dedicada à equitação e mostra equídea neste espaço, dado que algumas infra-estruturas já estão construídas e se adaptam totalmente a este fim, com particular enfoque no Cavalo Sorraia, raça autóctone do Vale do Sorraia, de Coruche. Isto é de extrema importância, sendo de lamentar que Coruche, zona de referência, não tenha aproveitado esta possibilidade ímpar e Alpiarça tenha aproveitado este filão do comércio e do turismo, tendo apenas uma importância residual em relação ao Cavalo Sorraia. Desta forma, o MIC apelou ao Sr. Presidente da Câmara, Vereadores e demais membros autárquicos que apoiem a criação deste pólo de desenvolvimento regional, que também servirá para mobilizar a juventude para a prática saudável do desporto e do são convívio, a exemplo do que há anos aconteceu em Coruche, com a escola de equitação da GNR.

Regimento da Assembleia Municipal

A revisão do actual regimento da Assembleia Municipal, visava a implementação de novas medidas que aproximassem os cidadãos Coruchenses dos seus eleitos na Assembleia Municipal. Foi com esse objectivo, de propor novas medidas, que o MIC se apresentou, não se ficando apenas pela correcção da redacção do regimento actual, sem qualquer tipo de alteração significativa.
CDU, PSD e PS avessos à mudança e a um novo paradigma de participação cívica, não aceitaram a proposta do MIC para passar a intervenção pública dos cidadãos para o “Período de Antes da Ordem do Dia” preferindo assim manter a intervenção do público apenas no final das sessões, quer estas tenham o seu término à meia-noite ou às três da manhã.
A manutenção desta situação no nosso entender, permite um maior desgaste por parte do público, não evidenciando por parte destas forças qualquer interesse em atrair maior participação e envolvimento por parte do cidadão comum nos trabalhos da Assembleia Municipal. Pensamos também, que assim se evita um esclarecimento mais amplo, quer por parte dos membros da Assembleia, quer por parte da população em relação aos assuntos e problemas trazidos pelos mesmos.
O MIC não compreende como não existe a preocupação de se tentar eliminar condicionantes que influenciam a escassa assistência, que se verifica na generalidade das sessões. Não compreende também, por que motivo nos regimentos de várias Assembleias Municipais de outras autarquias, as propostas do MIC são asseguradas e aqui tenham sido liminarmente recusadas.
Não directamente relacionado com o regimento, o MIC propôs ainda que as reuniões públicas da Câmara e da Assembleia Municipal passem a ser transmitidas através de videoconferência, pela internet, pois entende que é uma medida essencial quer na aproximação aos cidadãos, quer na transparência e responsabilização dos eleitos. O MIC sugeriu ainda que as deliberações e respectivas votações das reuniões de Executivo e de Assembleia, sejam publicadas logo no site do município, em tempo útil. Estas propostas foram vistas com interesse por parte da Mesa da AM, existindo o compromisso de analisar a implementação das mesmas.

Conselho Municipal de Segurança

Vasques Freitas Gomes, é o nome do elemento nomeado pelo MIC para o Conselho Municipal de Segurança. O MIC apelou a que este Organismo, dado envolver tão grande número de agentes, cumpra os seus objectivos em prol do Concelho, reforçando a necessidade de uma segurança pública efectiva, que não tem acontecido actualmente.

MIC - Movimento Independente de Cidadãos por Coruche
 
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Quinta, 25 Fevereiro 2010 22:12

Opine e Participe!

Levamos as suas ideias e opiniões à Assembleia Municipal!

O MIC já vai para a sua quarta Assembleia Municipal, defendendo as ideias que promoveu durante a Campanha Eleitoral. Desta forma, recebeu a convocatória para a sessão ordinária da próxima Assembleia Municipal, a realizar no dia 26 de Fevereiro de 2010, pelas 21.00 horas, no Auditório do Museu Municipal, com a seguinte Ordem do Dia:

  1. Aprovação do Regimento da Assembleia Municipal
  2. Conselho Municipal de Segurança - Designação de dez Cidadãos de reconhecida idoneidade
  3. Conselho Municipal de Educação - Eleição de um Presidente de Junta de Freguesia
  4. Conselho Cinegético Municipal - Eleição de um Autarca de Freguesia
  5. Proposta de regulamento das Taxas Municipais
  6. II Alteração por adaptação ao Plano Director Municipal
  7. Integração do Município de Coruche na Fundação Alter Real
  8. I Alteração ao Mapa de Pessoal para o ano de 2010
  9. Relatório elaborado nos termos do disposto no artigo 10.º da Lei n.º 24/98, de 26 de Maio - Estatuto do Direito de Oposição
  10. Actividade e Situação Financeira do Município
Opine e participe sobre os assuntos a discutir, utilizando para esse efeito o email Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ou o telemóvel 960 240 665.
O MIC responde a todos!

 
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Quarta, 13 Janeiro 2010 12:01

O MIC na Assembleia Municipal de Dezembro de 2009

 

  • Moção “Regionalização” apresentada pelo Grupo Municipal do PS - Aprovada por maioria, com 26 votos a favor (17 do PS, 8 da CDU e 1 do PSD) e 2 votos contra do MIC (ver artigo do MIC sobre a regionalização).
  • Ponto 2 -  Fixação da participação variável no IRS ao abrigo do artigo 20.º da Lei n.º 2/2007 - Aprovado por unanimidade. O MIC estranhou o voto favorável da CDU, tendo Abel Matos Santos sustentado que a devolução do IRS seria uma medida muito importante a ser equacionada, pois iria permitir baixar a carga fiscal sobre os contribuintes singulares que moram no concelho. Podendo a Câmara abdicar de um valor entre 0% e 5% do IRS liquidado, o que se revelaria uma medida muito mais abrangente em comparação com o IMI e que não afecta de igual modo o orçamento camarário.
  • Ponto 3 - Fixação  da  taxa  de  derrama  ao  abrigo  do  artigo 14.º da Lei n.º 2/2007 - Aprovado por unanimidade, tendo o MIC pela voz de Gonçalo Ramos Ferreira defendido que em contraponto com a fixação da taxa de derrama no valor máximo permitido por lei, seria de todo exequível e benéfico existir uma taxa intermédia para as pequenas e médias empresas (PME), pois a Lei das Finanças Locais permite esta situação, o que só ajudaria um sector, que actualmente se encontra em grandes dificuldades.
  • Ponto 4 - Taxas municipais para o ano de 2010 - Aprovado por unanimidade.
  • Ponto 5 - Aprovação do Orçamento do Município para o ano de 2010 - Aprovado por maioria, com 18 votos a favor (17 do PS e 1 do PSD), 6 votos contra da CDU e 4 abstenções (2 da CDU e 2 do MIC), tendo o MIC aferido da necessidade do reforçar dos orçamentos das Juntas de Freguesia do Concelho.
  • Ponto 6 - Aprovação das Grandes Opções do Plano (PPI e AMR) do Município para o ano de 2010 - Aprovado por maioria, com 18 votos a favor (17 do PS e 1 do PSD), 8 votos contra (6 da CDU e 2 do MIC) e 2 abstenções da CDU. O MIC disse não compreender, porque motivo uma das principais bandeiras do executivo PS, o programa Casas com Gente, possui um orçamento tão magro, questionando se é com aquele parco orçamento que se combate o problema da emergência habitacional no centro histórico da Vila. Disse também não entender como numa fase em que os resultados deste programa são ainda tão escassos na revitalização local a que se propunha, se pretende já alargar para fora do centro histórico este programa. O MIC disse votar contra este Plano PPI, pois o mesmo não reflecte preocupações sociais e descura áreas fundamentais para a qualidade de vida dos Coruchenses, como a educação, segurança, saúde, idosos, finalização do lar da Lamarosa, que urge ser concluído, fazendo-se no entanto investimentos avultados que os Coruchenses não conhecem.

in Jornal de Coruche de Janeiro de 2010

 
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Quarta, 30 Dezembro 2009 03:06

Somos a favor do Municipalismo, da Descentralização, não da Regionalização

 

Os objectivos da maçonaria ainda não foram todos cumpridos. Falta a regionalização. Desde 1820, que alguns sectores da sociedade buscam a criação da República Federal da Ibéria, que António Sardinha, o Pensador integralista, já havia denunciado em “Na Feira dos Mitos” e “Ao Ritmo da Ampulheta”.
 
A regionalização, recusada pelos Portugueses, no referendo de 1998, implica perda do sentido de coesão nacional, esvaziamento das competências das autarquias e a criação de uma estrutura político-administrativa, que irá aumentar o já enorme peso do Estado na nossa sociedade.
 
Miguel Torga também não compreendia porque motivo estava o mundo a braços com o drama das diversidades e nós que há novecentos anos temos unidade na língua, nos costumes e na religião, a queríamos destruir desmioladamente. Até o socialista Mário Soares classifica a regionalização como um erro colossal, dizendo-se sim, "a favor da descentralização de muitos serviços e da desconcentração de decisões" afirmando ainda que "a regionalização iria criar uma nova classe de políticos, com tendência para retirar poderes às autarquias".
 
Mas José Sócrates já decidiu que o país terá cinco regiões. Não serão quatro ou seis ou qualquer outro número a decidir pelas populações. No fundo esta manobra, trata-se apenas de lançar mais areia para os olhos dos Portugueses, com o intuito de desviar a atenção dos reais problemas do País, como tem sido apanágio desde executivo.
Onde está a descentralização deste PS no contexto da Saúde, da Educação?
Porque querem destruir a unidade nacional que existe desde a nossa fundação?
 
A perda do sentido de coesão nacional será inevitável. Um chefe de um governo regional tem que estar politicamente empenhado com a sua região, não tem que se preocupar com os problemas das outras regiões. Assim, a solidariedade das regiões mais ricas, para com as mais pobres que também deixariam de receber a acção equilibrada do governo central, seria de imediato abolida pelos novos sobas, oriundos das diversas máquinas partidárias.
Com a regionalização, o País sofrerá assimetrias bem maiores.
 
Os políticos tendem a gostar da regionalização porque esta criará mais cargos, muito apetecidos por quem vive da política profissional. Se as regiões vão ter alguma autonomia financeira, em vez de viverem penduradas no Orçamento de Estado, terão de poder elas próprias lançar impostos, de maneira a existir responsabilidade fiscal.
Ora lançar impostos regionais implica, ter um pequeno parlamento em cada região, isso apenas irá aumentar os custos de gestão do Estado, o número de cargos para as máquinas partidárias e o número de guichés a visitar quando se tem um qualquer ofício em mãos. A regionalização irá multiplicar os obstáculos burocráticos às pessoas e às empresas e é disso que a corrupção também se alimenta.
 
O funcionalismo público cresceu nas últimas três décadas, de 200.000 para 750.000 funcionários. Portugal não se pode dar ao luxo de alimentar os 100.000 funcionários políticos que existem actualmente, quanto mais acrescentar os milhares que a regionalização irá criar, para nada produzirem e serem factor de imobilismo.
 
Somos a favor do Municipalismo através da acção descentralizadora do Estado, ao dar autonomia às unidades locais para gerirem os seus recursos, aumentando a sua responsabilização. Somos a favor da Descentralização equilibrada, através da acção governativa conciliadora que deve ser o papel do Estado, assegurando mecanismos de prevenção e de controlo dos caciquismos locais.
 
Há países eficientes onde não existem regiões administrativas, no entanto podemos constatar, citando o exemplo do Brasil, que a adopção do federalismo em 1891, não contribuiu para equilibrar as assimetrias dos seus vários Estados, como ainda os fez divergir ao nível do desenvolvimento.
Actualmente, Portugal é um país litoralizado com um interior entregue ao abandono, entendemos ser emergente uma reorganização e uma verdadeira descentralização e desconcentração dos centros de decisão por parte do poder central, que visem enfrentar os problemas locais, através de uma delegação efectiva de poderes e competências.
 
No entanto, criar regiões à semelhança da Madeira e dos Açores, apenas multiplicaria as dificuldades, as assimetrias, a despesa e o aumento das conflitualidades em detrimento do todo Nacional.

Abel Matos Santos e Gonçalo Ramos Ferreira
Deputados Municipais pelo
MIC - Movimento Independente de Cidadãos por Coruche

 
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