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Sexta, 27 Agosto 2010 11:22

MIC contra a destruição dos acessos da ponte militar sobre o Vale do Sorraia

 

Recebemos hoje várias informações e queixas de agricultores que ao verificarem as obras de desmantelamento dos pontões das duas margens do Sorraia, se mostraram descontentes e indignados, dadas as expectativas criadas numa nova ponte que em muito beneficiaria a agricultura e a circulação de pessoas e bens.

A manutenção dos acessos rodoviários e destes pontões, que serviram de apoio à instalação da ponte militar que permitiu o acesso alternativo enquanto decorriam as obras de recuperação das 7 pontes da vila de Coruche, foi votada favoravelmente na Câmara de Coruche e na Assembleia Municipal, tendo obtido todos os pareceres favoráveis das Estradas de Portugal e da CCDR.

Em explicações solicitadas pelo MIC junto da Câmara de Coruche, foi-nos informado que a efectiva destruição daquela estrutura rodoviária se deve exclusivamente aos proprietários que interpondo providência cautelar em tribunal não a querem ali.

O MIC – Movimento Independente de Cidadãos por Coruche, lamenta que agora tudo seja destruído, sem comunicação prévia aos Coruchenses, depois de se criarem expectativas, através da condução de um processo que redundou em fracasso.

A necessidade de uma nova travessia naquela localização impõe-se e terá de ser uma realidade futura, pelo que se gastou dinheiro de todos nós naquela construção.
Hoje gasta-se mais a destruir e no futuro gastar-se-á de novo para construir uma circular externa com uma inevitável ponte sobre o Sorraia.

É de lamentar que a população não tenha sido informada previamente do que se estava a passar, dado o interesse público, sendo que o processo deveria ter sido conduzido de outra forma, nomeadamente na expropriação prévia dos terrenos.

Assim vai o nosso País!

MIC - Movimento Independente de Cidadãos por Coruche

 
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Terça, 27 Julho 2010 12:22

A propósito das duas últimas Assembleias Municipais

 

O MIC na defesa da Verdade, da Segurança e da Qualidade de Vida

Recebemos, nos últimos meses inúmeras palavras de apoio em relação às posturas dos eleitos do MIC, aquando dos elogios puramente saudosistas, ideológicos e falsos dos deputados do PS, CDU e PSD sobre o 25 de Abril.
Geraram-se contactos de dezenas de cidadãos, dos locais mais recônditos do concelho, do distrito e até de Coruchenses espalhados pela diáspora Portuguesa, inclusive das áreas políticas menos esperadas, que salientaram a coragem, a firmeza e o enraizado apego à verdade que Abel Matos Santos e Gonçalo Ramos Ferreira demonstraram com as suas posições.
É também importante frisar que nenhum partido político tentou desmentir ou ousou contrapor os factos assinalados pelos deputados do MIC, tal é a força da verdade nas suas palavras.

A tentativa de silenciar e a segurança no concelho

Depois do saneamento do Jornal de Coruche, depois de "desaconselharem" a gravação do áudio das Assembleias Municipais (AM), depois de ficarmos a saber que a revisão do PDM de Coruche, a decorrer há vários anos, está para durar e no dia em que faleceu o autor da frase "O 25 de Abril acabou. É história. É uma promessa que não se realizou", o MIC apresentou uma moção sobre a Segurança, que embora não tenha sido divulgada no site da Câmara, encontra-se anexa a este comunicado.
Moção essa, que foi votada favoravelmente pela CDU e PSD, mas com os votos contra do PS, que percebendo o que estava em causa, considerou que estes problemas não se resolvem com declarações deste tipo (Luísa Portugal), que não é o local adequado para se apresentar esta moção (Osvaldo Ferreira) ou ainda que o problema não é da GNR, mas do facto de os tribunais não funcionarem (Jacinto Barbosa), constatação última que também partilhamos.
Já o Presidente da Assembleia, José Coelho disse entender o que estava subjacente à moção e acrescentou que em sua opinião a forma como o cidadão comum é abordado sofreu algumas alterações nos últimos meses.

A protecção ambiental e o direito à propriedade

Mais uma vez, o MIC fez-se representar por Gonçalo Ramos Ferreira e por Sandra Meirinho na última AM de 23 de Julho, onde o primeiro ponto da ordem do dia foi a classificação dos Açudes da Agolada e Monte da Barca como áreas protegidas de âmbito local.
Este tema havia de permitir uma viagem ao passado, ao epicentro do PREC, fazendo lembrar o mote dos soldados do MFA às populações "Primeiro ocupa-se, depois vem a lei", pois a CDU diz entender que o espaço dos açudes é da população e não dos legítimos proprietários, para rapidamente se contradizer, ao exigir que cabe aos proprietários privados fazerem a manutenção destes locais.
O MIC tem consciência da importância destes espaços no Concelho, não tendo dúvidas que são propriedade privada, contudo sentiu a necessidade de questionar se a classificação destes espaços e se esta situação não iria criar uma maior pressão sobre estas áreas, colocando em causa a sua sustentabilidade ecológica, devido a uma maior afluência de visitantes.
O deputado municipal do MIC, Gonçalo Ramos Ferreira, interpelou directamente a equipa técnica que procedeu ao estudo desta classificação, mas o representante do executivo municipal entendeu não fazer ouvir os técnicos, tendo contudo defendido que o espaço é privado e que os proprietários irão continuar a defender os seus interesses.
Entendemos que locais como o Açude da Agolada (criado pelo proprietário na década de 1930), possam ser visitáveis pela população, para fins pedagógicos, especialmente se possuírem um plano de conservação e aproveitamento associado feito por especialistas. Contudo estes espaços devem ter regras bem definidas, onde a excessiva e desordenada presença de visitantes pode mesmo ser um impedimento à sua conservação.
 
A forma incontida de conter a despesa e a falta de apoio social

O MIC entende que o executivo tem o direito de gerir a despesa como entender melhor e tendo em conta que existe uma menor transferência do Estado para a autarquia e que não somos nenhuma força de bloqueio, a proposta de contenção de despesa não nos choca e solidarizamo-nos.
Contudo, não podemos deixar de mostrar a nossa surpresa, pois parece que o mundo mudou em poucas semanas, tendo em conta que o grupo municipal da CDU, grupo extremamente demagógico e que recorrentemente utiliza do bota-abaixo, até havia antecipado esta discussão há algumas semanas na última AM, diagnosticando a menor receita, sugerindo cortes selectivos e apresentando soluções concretas.
Mas nessa altura o executivo, na pessoa do Presidente da Câmara, disse para a Oposição estar descansada, não estar preocupada, que não ia ser reduzido o investimento e que apenas iam ser reduzidos os gastos de gestão corrente, utilizando exemplos como o passar a consumir água da torneira em vez de água engarrafada nas sessões da AM.
No entanto, hoje percebemos que medidas deste género não são suficientes e que esta contenção não se limita a gastos de gestão corrente, mas é transversal à despesa, atingindo as freguesias do nosso Concelho, que deviam ser alvo de apoio nas alturas mais difíceis, onde a obra social, de ajuda aos mais idosos continua inexistente.

 
O descaracterizar da nossa matriz identitária

Sabemos também agora que a ideia deste executivo para o espaço do Mercado Municipal, é mais uma afronta à identidade da nossa terra, ao planear descaracterizar os objectivos primordiais de um edifício histórico com aquelas características, sacrificando os costumes das nossas gentes e o valor diferenciador de Coruche, em nome de mais um espaço polivalente que ambicionando ser diferentes coisas, dificilmente acabará por ser coisa alguma.

O MIC solicitou também o envio da documentação das Assembleias em formato digital, para os deputados que assim o solicitem, como forma de contenção de despesa e de responsabilização ambiental da Assembleia Municipal de Coruche.

 

  • Respostas da Casa Civil do Presidente da República e do Ministro da Administração Interna ao comunicado do MIC "Basta de insegurança! É preciso fazer cumprir a Lei."

 

  • Para ler a moção “Comportamento e acção das Forças de Segurança” - clique aqui
 
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